Análise sobre o Velho Senado e o senado atual brasileiro
Uma das boas músicas do Charlie Brown Jr, a qual convido que ouçam com um olhar crítico, é a música " Eu Protesto"
"Dormem Sossegados
os caras do Senado
Dormem Sossegados
que fizeram este estrago
Dormem Sossegados
os caras do Senado
Dormem Sossegados
que pintaram este quadro"
(https://www.youtube.com/watch?v=13RJWn7Xsuo)
É uma crítica ao Senado atual, um dos lares mais corruptos do Brasil atual. A questão é que durante o Império Brasileiro, o Senado foi vitalício e se tu soubesses o que era o Senado, de antes, se envergonharia ainda mais de ver tudo isto.
"No Brasil, durante o Império, todos os senadores eram nomeados de forma vitalícia. Além de ser vitalício, o cargo era exclusivo de brasileiros natos ou naturalizados e exigia a idade mínima de quarenta anos e renda anual mínima de oitocentos mil réis. Cada senador era nomeado diretamente pelo Imperador, a quem era apresentada uma lista tríplice com candidatos eleitos nas províncias por votação majoritária e indireta. Os representantes das províncias no Senado Imperial eram escolhidos mediante critério como experiência em funções públicas e também nobilitação."
A primeira vez que vi alguém falando sobre o Senado Brasileiro, em suas contribuições históricas foi numa pesquisa sem querer. Este Senado, o do Império..Todos nós sabemos os estragos intelectuais e morais que os modernistas fizeram na sociedade brasileira (mas isto fica pra outro post) e estava pesquisando sobre os velhos patrimônios e sua história, os que foram destruidos graças a estes babacas. Um desses destaques foi um lugar antigo, já demolido, no Rio velho (ou velho Rio?) conhecido como palácio Monroe, sede do antigo local. O Palácio Monroe foi projetado e construído pelo Marechal Francisco Marcellino de Souza Aguiar em 1904/1906, as fotos:


Sim, eles destruiram esta maravilha historica. Apesar disto, algo que me deixou um pouco contente, foi saber que não foi este lugar o exato lugar em que maestrou o Senado antigo, mas o de 1925 (já na República). Ainda assim, uma relíquia histórica
"A mudança para o Palácio Monroe ocorreu há exatos 90 anos. Os senadores trocavam o antiquado e deteriorado Palácio Conde dos Arcos por um edifício que conseguia transmitir as ideias de solidez e poder. Com traços afrancesados, o Monroe era emoldurado por 36 colunas e coroado com uma cúpula monumental. Cada uma das duas portas de entrada era vigiada por um par de leões de 2,5 metros de altura talhados em mármore de Carrara. Por décadas, foi um dos cartões-postais do Rio"
http://www.imagemtempo.com/5-falsos-motivos-que-nao-levaram-demolicao-do-palacio-monroe/
Sejamos sinceros, com o advento da monarquia (quero dizer, República), eles se deram ao luxo de gastar e ousar. Nem a casa do próprio Imperador era nestes moldes, anteriormente ao golpe... Mas enfim, rios de dinheiro público foram jogados no lixo para satisfazer as velhas oligarquias que sempre mantiveram o controle neste país. Mais uma vez, sabemos que o Império era mais republicano que a República em si. E a República sempre foi uma espécie de monarquia alternada. Por isso que alguns ainda dizem: "queremos a Republica de Dom Pedro". Mas de fato, o estabelecimento das condições da minorias atuais (em miséria e estagnação) é um projeto que tem (e teve) tendencias malignas de grupos maiores que querem que isto se perpetue. Em uma visão histórica, a escravidão socialmente falando nunca se acabou de fato e esta, se define, a uma escravidão quanto ao trabalho e do pensamento. E com escravidão posso remeter as diferenças quanto as possibilidades de liberdade e ascensão, a praga que tem nos feitos amarrados a grandes traumas do passado histórico e cultural do Brasil.
Enfim, de uma forma geral, fiquei feliz em saber, que o Velho Senado residia no Palácio Conde dos Arcos, que se perpetua (ainda bem) até hoje





I – Província do Pará José Joaquim Nabuco de Araújo (depois Barão do Itapoã)
II – Província do Maranhão João Ignácio da Cunha (depois Barão e Visconde de Alcântara) Patrício José de Almeida e Silva, advogado
III – Província do Piauí Luiz José de Oliveira Mendes (depois Barão de Monte Santo)
IV – Província do Ceará João Antônio Rodrigues de Carvalho, magistrado Domingos da Motta Teixeira, eclesiástico Pedro José da Costa Barros, oficial superior do Exército João Carlos Augusto Oeynausen (depois Visconde e Marquês de Aracati)
V – Província do Rio Grande do Norte Affonso de Albuquerque Maranhão, proprietário
VI – Província da Paraíba do Norte Estêvão José Carneiro da Cunha, oficial superior do Exército João Severiano Maciel Costa (depois Visconde e Marquês de Queluz)
VII – Província de Pernambuco José Carlos Mayrink da Silva Ferrão, proprietário Antônio José Duarte de Araújo Gondin, magistrado Bento Barroso Pereira, brigadeiro José Ignácio Borges, brigadeiro José Joaquim de Carvalho, médico Antônio Luiz Pereira da Cunha (depois Visconde e Marquês de Caravelas)
VIII – Província das Alagoas D. Nuno Eugênio de Lossio e Seilbtz, magistrado Felisberto Caldeira Brant Pontes (depois Visconde e Marquês de Barbacena)
IX – Província da Bahia Francisco Carneiro de Campos, magistrado José Joaquim Carneiro de Campos (depois Visconde e Marquês de Caravelas) Luiz José de Carvalho Mello (depois Visconde de Cachoeira) José da Silva Lisboa (depois Barão e Visconde de Cairu) Domingos Borges de Barros (depois Barão e Visconde da Pedra Branca) Clemente Ferreira França (depois Visconde e Marquês de Nazaré)
X – Província de Sergipe José Teixeira da Matta Barcellar, magistrado
XI – Província do Espírito Santo Francisco dos Santos Pinto, eclesiástico
XII – Província de Minas Gerais Manoel Ferreira da Câmara Bittencourt e Sá, proprietário José Teixeira da Fonseca Vasconcellos (depois Barão e Visconde de Caeté) Estêvão Ribeiro de Resende (depois Barão, Conde e Marquês de Valença) Manoel Jacintho Nogueira da Gama (depois Barão e Marquês de Baependi) João Gomes da Silva Mendonça (depois Visconde de Fanado e Marquês de Sabará) João Evangelista de Faria Lobato, magistrado Antônio Gonçalves Gomide, médico Jacintho Furtado de Mendonça, proprietário Marcos Antônio Monteiro de Barros, eclesiástico Sebastião Luiz Tinoco da Silva, magistrado
XIII – Província de São Paulo Lucas Antônio Monteiro de Barros (depois Barão e Visconde de Congonhas do Campo) D. Francisco de Assis Mascarenhas (depois Conde e Marquês de São João da Palma) D. Nuno Eugênio de Lossio e Seilbtz, magistrado João Ferreira de Oliveira Bueno, eclesiástico
XIV – Província do Rio de Janeiro Mariano José Pereira da Fonseca (depois Visconde e Marquês de Maricá) Francisco Villela Barbosa (depois Visconde e Marquês de Paranaguá) José Egydio Álvares de Almeida (depois Barão, Visconde e Marquês de Santo Amaro) José Caetano Ferreira de Aguiar, eclesiástico
XV – Província de Santa Catarina Lourenço Rodrigues de Andrade, eclesiástico
XV – Província de Santa Catarina Lourenço Rodrigues de Andrade, eclesiástico
XVI – Província de São Pedro do Rio Grande do Sul
XVI – Província de São Pedro do Rio Grande do Sul Luiz Correia Teixeira de Bragança, magistrado
XVII – Província de Mato Grosso Caetano Pinto de Miranda Montenegro (depois Visconde e Marquês da Praia Grande)
XVIII – Província de Goiás Francisco Maria Gordilho Vellozo de Barbuda (depois Barão do Paty do Alferes, Visconde de Lorena e Marquês de Jacarepaguá)
XIX – Província Cisplatina D. Damasco Antônio Larrannãga, eclesiástico
"Dormem Sossegados
os caras do Senado
Dormem Sossegados
que fizeram este estrago
Dormem Sossegados
os caras do Senado
Dormem Sossegados
que pintaram este quadro"
(https://www.youtube.com/watch?v=13RJWn7Xsuo)
É uma crítica ao Senado atual, um dos lares mais corruptos do Brasil atual. A questão é que durante o Império Brasileiro, o Senado foi vitalício e se tu soubesses o que era o Senado, de antes, se envergonharia ainda mais de ver tudo isto.
"No Brasil, durante o Império, todos os senadores eram nomeados de forma vitalícia. Além de ser vitalício, o cargo era exclusivo de brasileiros natos ou naturalizados e exigia a idade mínima de quarenta anos e renda anual mínima de oitocentos mil réis. Cada senador era nomeado diretamente pelo Imperador, a quem era apresentada uma lista tríplice com candidatos eleitos nas províncias por votação majoritária e indireta. Os representantes das províncias no Senado Imperial eram escolhidos mediante critério como experiência em funções públicas e também nobilitação."
A primeira vez que vi alguém falando sobre o Senado Brasileiro, em suas contribuições históricas foi numa pesquisa sem querer. Este Senado, o do Império..Todos nós sabemos os estragos intelectuais e morais que os modernistas fizeram na sociedade brasileira (mas isto fica pra outro post) e estava pesquisando sobre os velhos patrimônios e sua história, os que foram destruidos graças a estes babacas. Um desses destaques foi um lugar antigo, já demolido, no Rio velho (ou velho Rio?) conhecido como palácio Monroe, sede do antigo local. O Palácio Monroe foi projetado e construído pelo Marechal Francisco Marcellino de Souza Aguiar em 1904/1906, as fotos:


Sim, eles destruiram esta maravilha historica. Apesar disto, algo que me deixou um pouco contente, foi saber que não foi este lugar o exato lugar em que maestrou o Senado antigo, mas o de 1925 (já na República). Ainda assim, uma relíquia histórica
"A mudança para o Palácio Monroe ocorreu há exatos 90 anos. Os senadores trocavam o antiquado e deteriorado Palácio Conde dos Arcos por um edifício que conseguia transmitir as ideias de solidez e poder. Com traços afrancesados, o Monroe era emoldurado por 36 colunas e coroado com uma cúpula monumental. Cada uma das duas portas de entrada era vigiada por um par de leões de 2,5 metros de altura talhados em mármore de Carrara. Por décadas, foi um dos cartões-postais do Rio"
http://www.imagemtempo.com/5-falsos-motivos-que-nao-levaram-demolicao-do-palacio-monroe/
Sejamos sinceros, com o advento da monarquia (quero dizer, República), eles se deram ao luxo de gastar e ousar. Nem a casa do próprio Imperador era nestes moldes, anteriormente ao golpe... Mas enfim, rios de dinheiro público foram jogados no lixo para satisfazer as velhas oligarquias que sempre mantiveram o controle neste país. Mais uma vez, sabemos que o Império era mais republicano que a República em si. E a República sempre foi uma espécie de monarquia alternada. Por isso que alguns ainda dizem: "queremos a Republica de Dom Pedro". Mas de fato, o estabelecimento das condições da minorias atuais (em miséria e estagnação) é um projeto que tem (e teve) tendencias malignas de grupos maiores que querem que isto se perpetue. Em uma visão histórica, a escravidão socialmente falando nunca se acabou de fato e esta, se define, a uma escravidão quanto ao trabalho e do pensamento. E com escravidão posso remeter as diferenças quanto as possibilidades de liberdade e ascensão, a praga que tem nos feitos amarrados a grandes traumas do passado histórico e cultural do Brasil.
Enfim, de uma forma geral, fiquei feliz em saber, que o Velho Senado residia no Palácio Conde dos Arcos, que se perpetua (ainda bem) até hoje





I – Província do Pará José Joaquim Nabuco de Araújo (depois Barão do Itapoã)
II – Província do Maranhão João Ignácio da Cunha (depois Barão e Visconde de Alcântara) Patrício José de Almeida e Silva, advogado
III – Província do Piauí Luiz José de Oliveira Mendes (depois Barão de Monte Santo)
IV – Província do Ceará João Antônio Rodrigues de Carvalho, magistrado Domingos da Motta Teixeira, eclesiástico Pedro José da Costa Barros, oficial superior do Exército João Carlos Augusto Oeynausen (depois Visconde e Marquês de Aracati)
V – Província do Rio Grande do Norte Affonso de Albuquerque Maranhão, proprietário
VI – Província da Paraíba do Norte Estêvão José Carneiro da Cunha, oficial superior do Exército João Severiano Maciel Costa (depois Visconde e Marquês de Queluz)
VII – Província de Pernambuco José Carlos Mayrink da Silva Ferrão, proprietário Antônio José Duarte de Araújo Gondin, magistrado Bento Barroso Pereira, brigadeiro José Ignácio Borges, brigadeiro José Joaquim de Carvalho, médico Antônio Luiz Pereira da Cunha (depois Visconde e Marquês de Caravelas)
VIII – Província das Alagoas D. Nuno Eugênio de Lossio e Seilbtz, magistrado Felisberto Caldeira Brant Pontes (depois Visconde e Marquês de Barbacena)
IX – Província da Bahia Francisco Carneiro de Campos, magistrado José Joaquim Carneiro de Campos (depois Visconde e Marquês de Caravelas) Luiz José de Carvalho Mello (depois Visconde de Cachoeira) José da Silva Lisboa (depois Barão e Visconde de Cairu) Domingos Borges de Barros (depois Barão e Visconde da Pedra Branca) Clemente Ferreira França (depois Visconde e Marquês de Nazaré)
X – Província de Sergipe José Teixeira da Matta Barcellar, magistrado
XI – Província do Espírito Santo Francisco dos Santos Pinto, eclesiástico
XII – Província de Minas Gerais Manoel Ferreira da Câmara Bittencourt e Sá, proprietário José Teixeira da Fonseca Vasconcellos (depois Barão e Visconde de Caeté) Estêvão Ribeiro de Resende (depois Barão, Conde e Marquês de Valença) Manoel Jacintho Nogueira da Gama (depois Barão e Marquês de Baependi) João Gomes da Silva Mendonça (depois Visconde de Fanado e Marquês de Sabará) João Evangelista de Faria Lobato, magistrado Antônio Gonçalves Gomide, médico Jacintho Furtado de Mendonça, proprietário Marcos Antônio Monteiro de Barros, eclesiástico Sebastião Luiz Tinoco da Silva, magistrado
XIII – Província de São Paulo Lucas Antônio Monteiro de Barros (depois Barão e Visconde de Congonhas do Campo) D. Francisco de Assis Mascarenhas (depois Conde e Marquês de São João da Palma) D. Nuno Eugênio de Lossio e Seilbtz, magistrado João Ferreira de Oliveira Bueno, eclesiástico
XIV – Província do Rio de Janeiro Mariano José Pereira da Fonseca (depois Visconde e Marquês de Maricá) Francisco Villela Barbosa (depois Visconde e Marquês de Paranaguá) José Egydio Álvares de Almeida (depois Barão, Visconde e Marquês de Santo Amaro) José Caetano Ferreira de Aguiar, eclesiástico
XV – Província de Santa Catarina Lourenço Rodrigues de Andrade, eclesiástico
XV – Província de Santa Catarina Lourenço Rodrigues de Andrade, eclesiástico
XVI – Província de São Pedro do Rio Grande do Sul
XVI – Província de São Pedro do Rio Grande do Sul Luiz Correia Teixeira de Bragança, magistrado
XVII – Província de Mato Grosso Caetano Pinto de Miranda Montenegro (depois Visconde e Marquês da Praia Grande)
XVIII – Província de Goiás Francisco Maria Gordilho Vellozo de Barbuda (depois Barão do Paty do Alferes, Visconde de Lorena e Marquês de Jacarepaguá)
XIX – Província Cisplatina D. Damasco Antônio Larrannãga, eclesiástico
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